sexta-feira, outubro 13, 2006


Vamos lá virar a Almofada...
Sexta-Feira 13
Olá gente dorminhoca, mas sempre bem disposta, hoje como não poderia deixar de ser vou falar da sexta-feira 13 e das suas mitologias. Em primeiro lugar tenho de dizer que não acredito em nada de superstições, e claro, não sou supersticioso, porque isso dá azar...
Pois bem, hoje é sexta-feira, 13 de Outubro, seria um dia normal se não fosse sexta-feira, ainda por cima 13 e o pior de tudo é que estamos em Outubro. Mas é assim meus amigos, o que me tira o sono no meio disto são as coisas que as pessoas tentam não fazer neste dia e as outras coisas que dizem que dá sorte fazer, para ter algo melhor, mas isto é muito relativo. Seremos nós portugueses assim tão supersticiosos ao ponto de hoje não querermos fazer nada que dê azar, eu pergunto porquê? Será por não ver um gato preto que vamos ter sorte? Será que é por comer de talheres cruzados que vamos ter azar para o resto da vida? Se é por isso, porque é que não fazem estas coisas ao longo do ano todo, assim tinha sorte todos os dias. Eu sei que com estas coisas não se brinca, mas a mim parece-me absurdo alguém acreditar que se passar por baixo de uma escada vai ter azar...tretas. Isso cá para nós, foi uma pessoas qualquer que ia a passar por baixo da escada, numa sexta-feira 13 e ela caí em cima, então a pessoa em questão teve azar, teve azar e certamente uma grande dor de cabeça. Outra coisa que dizem que não se deve ver neste dia são os gatos pretos, mas eu encontrei a explicação certa disto. Foi numa noite de lua cheia, era sexta-feira 13 e um homem guiava o seu carro a caminho de casa. Ao percorrer o bosque que ligava a sua propriedade à cidade encontrou um gato preto pelo caminho, como ele tinha pavor de gatos pretos fechou os olhos para ver se desaparecia... o que não desapareceu foi a árvore que estava à sua frente e o homem bateu nela. Resultado: um ferido ligeiro, o homem com dois arranhões dos dentes. Quem fez os arranhões? Foi o gato, que com o acidente, quase morria de ataque cardíaco...
Outra superstição que nos dão é a de começar o dia com o pé direito, eu peço desculpa, mas começo o dia com os dois, se calhar é por isso que não tenho tido muito sorte. O que vale é que não sou supersticioso.
Outra coisa que dizem que dá sorte usar neste dia é cueca de cor azul... e eu pergunto, azul, porquê? Isso tem a ver com quê? Com a cor do céu. Se dá sorte usar cueca azul, então que usem todos os dias, mas que depois não venham dizer que dá azar ao amor, é que já sabem, se usam todos os dias a mesma cueca, passado uns dias o cheiro já não ser lá muito agradável.
Por isso eu acho isto tudo eu questão de domínio psicológico, é preciso é saber controlar, mas isto é para todos. Por exemplo a Linda Reis, não consegue controlar a sua maneira de beber, depois anda para aí a dizer que é Pomba Gira, a Diana e o médico Sousa Martins, é assim ela tem é uma grande panca e eu não sei como não a meteram no Conde Ferreira mal ela apareceu pela primeira vez no Herman, outro exemplo é o Alexandrino, o homem firme e hirto como uma barra de ferro... mas o que é isto que sociedade é esta em que vivemos. O Alexandrino chegou a dizer que uma vez apareceu uma mulher em casa dela a pedir algo para matar a vizinha e ele como não sabia o que fazer deu-lhe um pedaço de terra e disse para colocar aquilo à porta de casa da pessoa em questão. Qual era o objectivo? Era que a mulher escorrega-se na terra? Ou que ela atira-se a terra aos olhos da pessoa em questão? Este senhor é outro que tal? Podia ter daqueles amigos de bata branca que colocam coletes de forças...
Por tudo isto, e por ver pessoas como estas é que não acredito em superstições, é que ainda por cima estou farto de tentar a minha sorte e não consigo. Por exemplo, já fui jogar no Euromilhões, e é assim, se há pessoa que merece aquele dinheiro sou eu, porque hoje é dia de azar, e eu faço um favor às pessoas e fico com o azar delas. E depois porque, em 2 anos de Euromilhões eu já gastei na loucura 2 euros, por isso acho que hoje é à altura certa de ser recompensado com 80 milhões. E como eu sou uma pessoa sensata e amigo do amigo ficam aqui os números do sorteio de mais logo... 3-12-19-20-24 e as estrelas 2 e 8.

Boas Voltas, bom Fim de Semana

Abraço BQ.

quinta-feira, outubro 12, 2006

Vamos lá virar a Amofada
Portugal e as Televisões

Olá gente dorminhoca. O “Às Voltas na Almofada” de hoje vai centrar-se nas televisões nacionais. Não, não estou a falar dos ecrãs plasmas que vocês têm em casa, muito menos daquele que têm no tableir do carro.
Vou falar dos quatro canais nacionais, que fazem a delícia de quem gosta de boa programação, ou então não. Eu estou revoltado, mas não é de agora. E tenho que mostrar a minha indignação perante os directores de programas dos canais abertos nacionais. Falo claro, da RTP1, da :2, da SIC e da TVI. É assim, eu ontem tentei colocar na pele de quem está em casa a tentar ver televisão sem TV Cabo, Cabovisão, wherever, mas não conseguiu e peço desculpa de ter desistido rápido, mas é que já estava farto de ver o Clube Jamba, aquilo é uma tortura.
De todos estes canais, apenas os canais públicos (RTP1 e :2), mantém a sua performance, não liga a resultados de Share e continua a sua programação, o que na minha opinião é bom, mas não chega, já se fossem mais audazes eram capazes de ter outros resultados, sei lá, eu sugiro colocar a Picolé a apresentar a Praça da Alegria, já que toda a gente gosta tanto dela e quer brincar com ela, e assim o Jorge Gabriel podia dedicar-se mais à carreira de treinador. Colocava o Quim Roscas e o Zeca Estacionâncio a apresentar o Portugal no Coração, porque em primeiro lugar têm muito mais piada e claro não tínhamos de ver todos os dias o nariz do Júlio Isidro entrar pela televisão dentro. Por exemplo “O Preço Certos em Euros”, mudaria para “O Tamanho Certo em Euros”, onde os concorrentes tinham de adivinhar o tamanho certo da roupa do Fernando Mendes, e assim ganhavam sempre, já que ele só veste XXXXXXXXXXXL.
Na :2, fazia poucas alterações, apenas gostava de ver o Professor José Hermano Saraiva e o Júlio Machado Vaz, trocarem de papel, ia ser bonito.
Agora quando viramos para os canais privados aquilo é bonito, é é.
A SIC, teve durante uns tempos um programa informativo de manhã, mas depois decidiu colocar naquele espaço o SIC Kids, aquilo foi jogada, só para ter mais um canal. Depois aparece com o Fátima, que é um programa um bocado egocêntrico, digo eu a julgar só pelo nome. Não sei, mas acho que vi este programa a ser apresentado pelo José Figueiras... agora façam as vossas deduções. À tarde têm o Contacto, aquilo é contacto de quê? Aquele programa, mais parece um extra do Sharan que outra coisa, só se vê por lá miúdos a quererem imitar a Floribella, mais nada. Depois de acabar isso, começa a série de novelas que vão até ao início de mais um dia. Isto claro fazendo uma pausa que quase a uma hora não chega para exibirem o Jornal da Noite.
A estação de Queluz é parecida, mas diferente claro está. A TVI, tem a sua manhã informativa e depois começa com as desgraças. Não é que às 10 horas, aparece o Goucha, ele que bem podia ter ficado pela cozinha durante a sua vida, mas eu não o culpo a ele, culpo é à pessoa que disse que ele tinha imagem para televisão e até pode ter, mas vestido daquela maneira assusta o primeiro que vê. E então se estiver a falar a sua partner a Cristina, aquilo então é caso para dizer que um mal nunca vem só.
Depois chega a hora das notícias, o que até tem alguma seriedade tirando claro os casos bombásticos que aparece. De tarde surge o martírio de quem está em casa. É que está em reposição a novela do Trinca-Espinhas, o “Anjo Selvagem”, para além de dar episódios do Max. Meu Deus, quando as coisas chegam a este ponto é necessário reflectir sobre o conceito de Televisão. Mas depois disto é que começa o pior. O Clube Morangos, é qualquer coisa que roça o muito mau. É um programa elitista. Quem não gostar de Morangos, não pode pertencer a este Clube, isto para não falar dos apresentadores… nem vale a pena comentar. Até acho que o Cláudio Ramos fazia uma coisa melhor. Depois temos as novelas que apenas serve para entreter, metendo também pelo meio a TVI, aí uns 45 minutos de Jornal Nacional.
Mas na TVI, tenho que fazer um destaque com o que se passa à sexta-feira, o “Fiel ou Infiel”, aquilo é muito mau. Aliás eu acho que aqueles programas já foram todos gravados mal este senhor chegou a Portugal, é que ele em todos os programas diz que “os telespectadores vão ver algo que nunca viram na televisão portuguesa…” e como é sempre a mesma coisa e julgo que aquilo já foi gravado há um tempão.
Isto das novelas nacionais tira-me o sono, porque já não consigo para num canal destes muito tempo, porque não dá nada de interessante e é necessário vermos no Cabo. Tenho saudades de ver a Bota Botilde, a Cornélia, programas que uniam a família.
Eu até lanço daqui um repto à SIC, que é de reatar os programas de entretenimento que tinha. Gostava de ver outra vez o “Agora ou nunca” e ver aquele senhor a dizer “ponha, ponha, ponha…” de ver o “Não se esqueça da Escova de Dentes”, mas um programa que eu gostava de ver e que nunca deu era o “Ai as mulheres...”
Bem gente, amanhã há mais "Às Voltas na Almofada", como sempre às 9.20 horas, na Azeméis FM Rádio, em 89.7 Mhz ou www.azfm.com
Abraço, BQ

quarta-feira, outubro 11, 2006


Vamos lá virar a Almofada...

Música Pimba










Olá gente Almofadeira. Hoje no “Às Voltas na Almofada”, vou falar de música, mas como este é um tema muito vago, hoje vou falar de música ligeira portuguesa, digo ligeira porque é assim que este cantores querem que nós a chamemos, mas a música produzida por eles é de cariz popular, aquela música de baile, vá lá, aquela que chamamos de música pimba.
Bem isto hoje vai ser uma barrigada de coisas, é que felizmente se há coisa em que Portugal é fértil é de musicólogos pimbas. Mas isto da música pimba é uma coisa recente e temos de agradecer ao grande Emanuel, ter encontrado o termo exacto para qualificar a sua música e as dos seus compinchas. É que até surgir o grande êxito “E Nós Pimba”, rotulávamos este tipo de música de brejeira, agora não. Até usamos este termo para avaliar a roupa uns dos outros. Por exemplo a mim estão sempre a dizer-me que estou vestido à “Pimba” e qual é o problema, eu gosto. Assumo que o meu sonho é ser um artista da rádio e da cassete pirata. Aliás tenho lá em casa uma cassete, mas ainda me falta a perna de pau, para ser pirata. Mas há coisas que realmente me inquietam e me deixam revoltado. É assim, eu sei que não tenho voz para ser cantor e não sou, estou no meu cantinho, agora, eu quero saber quem são as pessoas que dizem a esses pseudo cantores que eles cantam bem, aquilo das duas uma, ou têm problemas auditivos, ou são amigos da onça. Porque reparem eles andam enganados uma vida inteira, o Toy por exemplo, nunca conseguiu cantar bem, ele que aliás tem uma música que diz bem o seu problema “Estupidamente Apaixonado”, com este título está tudo explicado. Só mesmo uma pessoa estupidamente apaixonada era capaz de cantar daquela maneira. E outra coisa, desde quando podem chamar a esta música ligeira, quando temos o Toy a cantar o “Chama o António”, aquilo é uma upgrade do “Pimba”, ao que chamamos “Pimba Electrónico”. Mas o grande rei do “Pimba Electrónico” é o José Malhoa, que depois de ter deixado murchar as suas 24 Rosas, foi dar um pezinho de dança ao “Baile de Verão”.
Mas quando isto vira para as mulheres é um descida de nível. Porque pensem comigo, de que é que os homens portugueses mais falam entre si? Das suas conquistas. E aí temos o Emanuel com o “E nós Pimba”, o Toy com o “Chama o António”, o Fernando Correia Marques com o “Carocha do Amor”, entre muitos e as mulheres portuguesas o que é que elas falam mais entre si? Dos seus desgostos de amor. É só olharmos para as nossas interpretes de música brejeira para vermos as semelhanças, a Ágata, queixa-se do “Perfume de Mulher”, diz que foi “Abandonada”. A bombeira Mónica Sintra diz que ele estava “Na minha cama com ela” e que “Afinal havia outra”. A Claudisabel, diz “Homens a Sério cada vez há menos”, o mesmo ela não pode dizer dos telemóveis, já que cada vez tem mais. Mas temos também o outro lado destas mulheres, as oferecidas. É temos de ser frontais e dizer as coisas como são, por exemplo a Ruth Marlene, diz que os homens andam sempre a piscar-lhe o olho e agora anda para aí a dizer que é “Show de Bola”, isto só poder ter sido por causa das amizades com o Frota. Por parte dos homens há uma infinidade deles que estão sempre a aparecer, eles são no fundo como... como nada.
Mas depois de ter aparecido o Alex, o mítico cantor do “Mister Gay” e o Zé Cabra, todos estes músicos puseram-nos a pensar que eles até cantavam bem, mas não. Aquilo do Zé Cabra andar para aí a cantar que “Deixem Tudo Por Ela” mostra que é um homem com valores, mas só se for no banco. É que só uma pessoa com muito dinheiro poderia pagar a uma editora para gravar um disco com aquela voz. Mas eu até percebo, o porque dele cantar assim. Se ele deixou tudo por ela, também deixou a voz, por isso é que não consegue cantar direito.
Mas minha gente, chegou a altura de dar-mos um murro na mesa e dizer basta. VAMOS APOIAR A MÚSICA PIMBA... (já estou naquela fase de, “se não consegues vencê-los junta-te a eles...)


Amanhã há mais “Às Voltas na Almofada”, às 9.20 horas, na Azeméis FM Rádio em 89.7 Mhz ou em www.azfm.com

Boas voltas,

Abraço BQ.

terça-feira, outubro 10, 2006


Vamos lá virar a Almofada...

Rosa Choque











Olá gente dorminhoca. No “Às Voltas na Almofada” de hoje vou falar de Revista Cor-de-Rosa. Pronto este assunto é muito abrangente, hoje vou falar apenas das capas.
Resolvi meditar sobre este tema, porque cada vez existem mais revistas a falar das super-tias e das suas aventuras.
Minha gente, vocês não acham que temos revistas a mais deste género no nosso país? Pronto eu sei que temos políticos a mais sem fazer nenhum. É como o lixo, estão sempre em todas as esquinas.
Mas que coisa é esta das Revistas Cor-de-Rosa. Eu pergunto, como é que um director destas revistas seleccionou o material para a sua edição. É assim estas revistas são semanais, mas elas têm um jornal, que adoptou o mesmo método jornalístico e enches as bancas sempre com um capa bombástica, o 24Horas. Este jornal Cor-de-Rosa, que tenta agradar em todas as áreas, tem copos de bejeca dos três grandes para a 3ª idade, para as mulheres tem a operação cinderela e para os miúdos tem o Noddy.
Com esta concorrência as revistas Cor-de-Rosa, têm de arranjar sempre algo marcante para a sua edição semanal. Por exemplo, eu acho engraçado como estas revistas já sabem como vai terminar aquela super-produção da TVI, “Pedro, O Teso”, quando ainda ontem deu o segundo episódio. É isso e é as novelas. Não percebo porque é que as pessoas vêem as novelas, quando já sabem tudo o que se vai passar, será que é para ver se vai haver algo de novo?
Mas estas revistas vivem de quem? Do JET7 e das festas que eles organizam.eu acho isto absurdo…parece que estou a ver aquelas redacções, quando não tem coisas para encher a edição, ligam para a Lili a perguntar se ela não quer organizar uma festa qualquer para eles porem logo na primeira página. Mas isto do JET7 é formidável, em primeiro lugar eles não têm nome de gente. Imaginem uma criança na escola. “Menina qual é o primeiro nome da mãe?” “Biba” “E o último?” “Pitta”. Eu pergunto, uma pessoa que tem este nome, falará a verdade? Quer dizer se um tripeiro entusiasmado diz “Bibó ó Porto Carago” é mal educado porque disse carago e esta senhora pode chamar-se Biba Pitta. E mais de seguida perguntam à filha qual a profissão da mãe, e ela diz “É JET7”. E a professora como não sabe o significado pensa que é uma empresa do Figo, porque sabe que ele é o n.º 7.
Outra pessoa destas que adora ser montra de quiosques é a Tia Cinha Jardim. Que nome é este? Eu ainda hoje julgo que o nome dela é uma abreviatura, pois eu acho que o nome dela é Alfacinha Horta, mas como ela era muito miudinha em pequena abreviaram para Cinha Jardim. É outra que tal que não faz nada, é comentadora como o Marcelo Rebelo de Sousa e tem uma cunha na Caras, para aparecer em todas as edições.
Mas atenção a tia Cinha é fixe, ela e a Pimpinha, já agora beijos para as duas.
Mas as revistas Cor-de-Rosa de hoje são capazes de tudo para terem um exclusivo.
Por exemplo eles têm fotógrafos que passam as férias todas na Praia de Santa Eulália em Albufeira a tirar fotos aos famosos. É assim minha gente, eu acho isto muito estranho. Em primeiro lugar são sempre os mesmos famosos e as fotos são tiradas do mesmo sitio. Isto leva-me a concluir, que aquilo é tipo satélite, é como os radares da polícia, estão sempre a tirar fotografias. Porque reparem eles este ano não tiraram fotos ao Mário Soares e ele está sempre na Praia da Rocha, lá está. Aquele fotógrafo da Santa Eulália estava tipo caçador…
Mas isto das Revistas Cor-de-Rosa tira-me o sono, por causa dos temas abordados as capas feitas para vender. Por exemplo, na semana passada a Nova Gente lançou uma capa bombástica para aumentar as vendas que nos dizia que o Mantorras tinha um romance com a Filipa Gonçalves, ao que isto chegou…
Por isso é que eu não gosto das Revistas Cor-de-Rosa.


Mais “Às Voltas na Almofada”, amanhã às 9.20 horas na Azeméis FM Rádio ou www.azfm.com

Boas Voltas,

Abraço BQ.

segunda-feira, outubro 09, 2006


Vamos lá virar a Almofada...

Seguros de Automóvel












Olá gente dorminhoca… Espero que tenham tido um fim-de-semana agradável.
Bem no “Às Voltas na Almofada” de hoje vou falar de “Seguros de Automóvel”, parece ser um tema estranho e que não dá para pensar sobre ele, mas isso é que dá. Em primeiro lugar cada vez os seguros estão mais caros e em segundo lugar são para todo o gosto e feitio. Ok, isto do feitio é sempre muito relativo, se não reparem. Vai um sujeito fazer um seguro para o seu automóvel “Contra todos os Riscos”, tem toda a burocracia preenchida e depois o empregado da agência diz “Dê-me aqui uma rubrica”. O homem como é meio atrasado na civilização, não sabe o que é uma rubrica e pergunta o que é, o empregado diz para ele fazer um “risco”… Quer dizer, eu não consigo perceber, está o cliente a fazer um seguro “Contra todos os riscos” e depois pedem-lhe para fazer um risco, é inadmissível.
Outra coisa nisto dos seguros é o “Contra Terceiros”, mas que é isto. Quando éramos miúdos, sempre que íamos brincar, queríamos ser os primeiros, outros queriam ser o zerinhas e eram, mas à esquerda. Agora não, agora querem ser sempre os terceiros a entrar. Ou acham que quando um homem deixa entrar as senhoras primeiro é gentileza. Mas eu pergunto. Se alguma coisa de mal acontecer como é que os peritos dos acidentes vão saber quem era o terceiro.
Mas o que me veio tirar o sono no meio disto dos seguros de automóvel, é um novo que anda aí no mercado, que é o “Seguro Mulher”… não podia haver nada mais discriminatório. Mas assim, esta ideia surgiu depois de milhares de queixas que uma tal de Marta recebeu. Agora há o também o Rui, que trata dos seguros das mulheres. Parece que estou a ver: “OK Teleseguro, fala a Marta, em que lhe posso ser útil? Daqui Solimar… Desculpe Solimar, só um segundo que vou passar a chamada para o meu amigo Rui…” e segue. Mas isto do “Seguro Mulher” custa-me a entender, já que os preços são mais baixos e há um escalão que é absurdo. Mas depois de ver melhor, percebi o porque de tão baixo preço. É assim, mulheres que tenham mais de 30 anos, com carro novo e que nunca tenham tido acidentes, pagam pouco mais de 190 €. O preço é baixo, mas eu percebo. Este preço é assim, porque não há nenhuma mulher que completa estas características em conjunto e assim ninguém faz o seguro. Será isto enganoso…
Eu até acho bem esta emancipação da mulher, mas nunca mais mudo pneus a carros conduzidos por mulheres.
Se querem emancipação, hoje até podem ter mais espaço. Podem ir até à varanda, apanhar a roupa do estendal, já que pode chover e não se esqueçam que o “seguro Morreu de Velho”.


Amanhã há mais “Às Voltas na Almofada”, às 9.20 horas na Azeméis FM Rádio em, 89.7 Mhz e em www.azfm.com

Boas Voltas, Abraço BQ.

sexta-feira, outubro 06, 2006


Vamos lá virar a Almofada...

Night Business II - OS CORISTAS








Olá gente remelosa! Antes demais espero que tenham tido um bom feriado!
E porque hoje é sexta-feira, vou falar de… isso mesmo “Night Business”. E como já é a segunda vez que falo deste assunto, vamos demonimá-lo de “Night Business II”, aquela altura da noite em que o pessoal é todo malta fixe.
Bem esta altura da noite é muito relativa, já que todo isto depende da sede de cada um… para aqueles que têm mais sede, esta altura pode ser logo os primeiros 5 minutos, mal entram na “disconite”, para outros estão neste estado constantemente, é uma questão de performance.
É assim eu já tive para falar deste tema outra vezes, mas precisava de ter conhecimento prévio para apresentar o meu ponto de vista e inclusive foi necessário fazer trabalho de campo.
Mas adiante há coisas nestes negócios do “Night Business” que me tiram o sono, se da outra vez falei dos acusa-pilatos, hoje vou falar dos coristas. Estejam descansados que não vou falar dos meninos do coro, mas bem que podiam ser, se não reparem. Este nossos engatatões da noite, são no fundo “os reis da noite”, na “disconite”, costumam estar onde? No andar de cima, junto ao beiral. Para quê? Para meterem o olho lá para baixo e observarem as presas da noite, os seus decotes e afins. Entenda-se por afins, os companheiros com quem elas chegaram a fim de “topar” que tipo de relação existe ali. Então os rapazes estão no andar de cima da “disconite”. E os meninos do coro onde estão? Na andar de cima da igreja. Será que existem outras comparações entre estes dois grupos.
Mas, o bonito no meio desta espécie noctívaga e a maneira como age. Minha gente, eu vi de perto, “com estes que a terra há-de comer”. Os coristas dividem-se em várias subespécies. Há o “corista à cara podre”, que consiste em entrar na “disconite” e perguntar, à cara podre, à primeira mulher que lhe aparece à frente “Queres uma bebida?” Para esta espécie, o importante é ser mulher, às vezes com os copos até chegam a fazer esta pergunta à própria irmã, e claro ela aceita, por assim vê o irmão a fazer figura de parvo.
Em seguida temos o “Corista Desesperado”, que é aquele que vai para a “disconite” cedo demais e desesperado não vê nenhuma ninfa, vai ao Bar e pergunta às raparigas que por lá estão se elas não querem uma bebida. Bem estes coristas, também podiam ser o “Corista tiro no pé”. Estas raparigas bebem de graça a noite toda e ainda há quem queira oferecer uma bebida… Quando vejo estas situações, julgo que estes coristas se enganaram no estabelecimento nocturno, já que é noutros que se oferece bebidas às empregadas.
Depois, por último há o “Corista Laissez-faire”, o deixa andar. Normalmente tem pouco dinheiro, não se metem em muitas aventuras, já que não têm muita confiança em si e espera para ver no que dá. Esta espécie mal chega à “disconite”, bebe um shot, é para aquecer e colocar a noite com ambiente, assim ganha mais confiança. Depois vai piscando o olho a uma, o dente a outra, é um ser paciente e quase sempre no final da noite engata uma. Por norma é aquela que não foi pescada por ninguém, maioritariamente raparigas com o mesmo objectivo.
Este assunto tira-me o sono, porque a estes coristas falta-lhes classe. É preciso saber fazer as coisas e eu deixo aqui o mote. Quando quiserem pagar uma bebida a uma rapariga, a melhor maneira é mesmo quando ela tiver ao balcão. Vocês vêem por lá a vossa ninfa e vão até lá com um amigo que sabe da história e é cúmplice. Vão os dois, põem-se junto da rapariga na conversa, de maneira a que ela oiça. Quando chegar a vossa vez de pedir, pedem as bebidas. Entretanto o vosso amigo vai até a casa-de-banho e vocês ficam no bar sozinhos com duas bebidas e a rapariga ao lado, pois bem é a melhor altura para oferecerem a bebida e começarem a dizer que o vosso amigo vos deixou, é certinho.
Já agora aproveitem para por em prática já este fim-de-semana.
Boas Voltas.


Entretanto, mais “Às Voltas na Almofada”, na próxima segunda-feira, na Azeméis FM Rádio, às 9.20 horas em 89.7 Mhz ou www.azfm.com.

Abraço BQ.

quarta-feira, outubro 04, 2006


Vamos lá virar a Almofada...
A Nossa História...


Olá olá gente remelosa. O “Às Voltas na Almofada” de hoje vai incidir-se sobre a história portuguesa! Não, não vou pôr-me para aqui a imitar o Prof. José Hermano Saraiva, pois ele é inconfundível e merece todo o nosso respeito e antes de tudo à que lhe dar os parabéns, pois ontem ele fez 87 anos.
Mas adiante, faz amanhã 96 anos que foi implantada a República, isto para quem não saiba, ou pelo menos não se lembre e acredito vivamente que são muitos. Mas minha gente amanhã celebra-se o 5-10-1910, um dia marcante da história nacional. Este dia e o 25 de Abril, talvez sejam os mais importantes da nossa história do século XX, já que marcam ambos o fim de uma Era.
Mas tudo isso deu-se porquê? Porque já na altura quem governava, não os tinha no sítio. Não soube ter pé firme… lembram-se do Mapa Cor-de-Rosa, em que Portugal queria todo o território que ligasse Angola e Moçambique, enquanto o Inglaterra queria o que ligava a África do Sul ao norte de África e por incrível que pareça conseguiu esse feito. Se isto fosse uns anos antes era inadmissível acontecer. Desde quando é que alguém nos fazia um Ultimatum, nem uma mãe quanto mais um país. Que o diga a D. Teresa quando tentou fazer frente ao filho D. Afonso Henriques.
Pronto desde esse dia do Ultimatum o povo ficou chateado e começou a pensar em implantar a República… mas como a “plebe” nem sempre age da melhor maneira na primeira tentativa perderam. Foi a 31 de Janeiro de 1891, no Porto. A data não é estranha e quem conhece a cidade Invicta sabe onde fica esta rua e vendo a rua é fácil de saber o porque da derrota dos Republicanos, é que a rua em questão é muito íngreme e como os Republicanos estavam no final da descida, e quando ainda estavam a levantar a cabeça para subir a rua, já os monárquicos estavam a enfiar-lhes com um machado na testa.
Mas o “povo unido jamais vencido”, já diz o chavão, ou então não, e continuou a sua luta, até que em 1908, dois heródes resolveram por fim ao rei e filho, assassinando-os em pleno Terreiro do Paço, é caso para dizer que acertaram-lhes o Passo…
Mas só a 5-10-1910 é que os Republicanos proclamaram a República, indo a família real exilada para onde? Para Inglaterra, os amigos do Mapa Cor-de-Rosa, tinham de pagar o favorzinho de alguma forma…
Resta dizer apenas que Teófilo Braga chefiou o primeiro governo provisório e Manuel D’Arriaga foi o primeiro Presidente da República, este nome nem merece comentário.
Eu sei que esta conversa é uma seca, mas isto tira-me o sono, porque se amanhã as pessoas forem entrevistadas nas ruas sobre este feriado, muitas só dizem que é um feriado histórico, mas não sabem qual é. Mas se perguntarem que feriado se celebra a 8 de Dezembro já sabem que é o Dia da Imaculada Conceição… somos uns devotos e esquecemo-nos dos nossos antepassados históricos e isto deixa-me indignado.
Porque ainda hoje ouço pessoas dizerem que se tiverem de trabalhar num feriado nacional não há problema, mas se for num feriado religioso já não trabalham, porque dizem que é preciso ter respeito… sejam coerentes.

Boas Voltas.
Abraço BQ.

terça-feira, outubro 03, 2006


Vamos lá virar a Almofada...
Mau Tempo

Olá gente que gosta de virar a Almofada e vaguear pelo odor a baba.
Hoje vou falar do “Mau Tempo”. Pode parecer um tema muito diversificado, já que podia falar do estado da nação que é uma autêntica tempestade, até podia falar do futebol que continua muito nublado e várias trovoadas, mas não! Vou falar do “Mau Tempo”, meteorologia, coisas de aguaceiros, chuvas ácidas, saraivadas, nevões, trovoadas, relâmpagos, etc.
E este assunto tirou-me o sono porquê? Porque na noite de ontem a chuva caiu com tanta intensidade que eu bem tentava, mas não conseguia ressonar e com isso estou indignado.
Eu até gosto de chuva, se calhar mais do que o sol, porque sabe bem estar na caminha a ouvir a chuva a cair, já estar na cama a ouvir o sol a cair, tanto não sabe tão bem, como pode ser sinónimo que o mundo está a acabar. Mas adiante, o que me leva hoje a falar sobre o “Mau Tempo” são as expressões magníficas que são usadas para dizer algo. Por exemplo já reflectiram sobre a frase “Chove a cântaros”, minha gente eu pergunto que nexo tem esta metáfora. É que se chove molha, não aleija, enquanto os cântaros se caíssem como a chuva, se viessem cheios, para além de molharem partiam telhados, carros e cabeças, tirando a minha, porque sempre me dizem que eu sou um cabeça dura. Por isso sejam coerentes quando usarem metáforas, por exemplo, uma que fica sempre bem e é do meu agrado é aquela “Nesta altura chove copiosamente em todo o território nacional”, isto sim são frases marcantes.
Outra expressão que me deixa a pensar bastante é aquela proferida pelo povo “Esta chuva molha tolos”, mas que é isto? Se calhar os finos também não se molham, com essa chuva. A chuva no fundo é como o sol, quando cai é para todos. Não há cá diferenciações, homens, mulheres, tudo. Ok, para os indecisos também há chuva para eles.
Mas eu gosto de chuva e tempestades com relâmpagos e tudo, a não ser que esteja a fazer campismo e que molhe tudo.
Quem nunca brincou e gozou com os relâmpagos. Eu fiz isso uma vez e nunca mais fiz. Gozei a dizer que alguém tinha tirado uma fotografia e depois caiu outro relâmpago mais forte e eu fiquei perplexo, nem me mexi. Nunca mais gozei com isto.
E eu como sou amigo das pessoas, apelo desde já para que limpem as caleiras e as saídas de água, não vá mais tarde cair uma chuva com mais força e depois é tarde demais e querem uma indemnização e como os fogos se combatem no Outono, as cheias devem-se combater no Verão ou na Primavera e vocês perguntam se não será cedo demais! Claro que não é, o S. Pedro não avisa quando vai libertar as águas.
Mas existe um termo na meteorologia que é no mínimo estranho. “Boas Abertas”, que coisa é esta? Eles já pensaram que pode haver pessoas que não gostem de Abertas Boas. Aliás eu gostava de saber se existem “Abertas” más…
Para final deixo-vos com uma pergunta para ver se me sabem responder: Porque é que as pessoas quando andam à chuva sem guarda-chuva, encolhem os ombros e a cabeça? Eles apanham chuva na mesma…
Amanhã há mais Voltas na Almofada, na Azeméis FM Rádio, às 9.20 horas em 89.7 Mhz ou em www.azfm.com
Boas Voltas,
Abraço BQ.

quarta-feira, setembro 27, 2006

Vamos lá virar a Almofada...
Salas de Chat

Olá gente remelosa! Hoje vou falar de uma coisa que me tirou realmente o sono, não é que tivesse entretido com esta coisa, mas bem que podia ter estado. Hoje vou falar das Salas de Chat, que existem por esse mundo fora que se chama internet.
Minha gente, quem nunca entrou numa Sala de Chat, noutros tempos aquilo era do melhor, mas agora é horrível.
É assim aqui há uns anos atrás quando comecei a ouvir este termo, os meus amigos comentavam “é pá vamos aquela Sala de Chat, aquilo é só gajas”. Até aqui tudo bem, mas chegados a essa sala, que nem sala era, era um pequeno quarto de arrumos que esse meu amigo tinha em casa, onde estava o computador. Lá ia ele e realmente era só gajas, mas não se via nenhuma, ele começava a ter muito sucesso neste campo, mas nunca se sabia quem estava do outro lado e quando se conheciam e se cruzavam na escola nem um olá diziam. Depois à noite em frente ao computador, a primeira coisa que diziam era “passei por ti na escola e nem olá disseste” e ele pedia desculpa e ficavam logo os melhores amigos novamente. Por tudo isto desde que soube o que era uma Sala de Chat, comecei a designá-la de Conversa de Hormonas Altamente Turbulentas, já que aquilo são hormonas a falar e não jovens rapazes e raparigas. Mas primeiro que chegasse a esta conclusão foi muito complicado, como devem entender. Quando ouvi a primeira vez este termo “Sala de Chat”, julguei que se tratava das tão famosas “Salas de Chuto” e davam este nome para passar despercebido, mas com o tempo apercebi-me que estas salas também são de chuto e quando aparece alguém indesejado leva um chuto e nunca mais vai lá. É eficaz, aqui todos são heróis. Depois de ver o que era deduzi que este termo Sala de Chat tem também a ver com os inúmeros chatos que por lá se encontram, todos à procura do mesmo. Novas amizades, amizades duradouras.
São uns autênticos “cola” e inclusive pensaram em colocar esse nome “sala de cola”, mas pelo vistos o cheiro a chatos era mais intenso.
Mas eu tenho que mostrar a minha indignação, quanto ao nome. Desde quando é que aquilo é uma sala, parece que estou a ver estas pessoas todas na mesma sala a ter uma reunião, cada uma com o seu portátil e em vez de estarem a falar estão a teclar na Sala de Chat, porque sala? Podia ser "Casa-de-banho de Chat”, ia ser bonito, o povo podia dizer “aguarda aí um segundo, que eu estou a enviar um faz para Tóquio”.
Mas o que mais me incomoda neste novo método de comunicar é a maneira como falam, ou melhor como escrevem. Os rapazes mal entram na sala, a primeira coisa que fazem é ver qual das raparigas tem o nome mais quente, já que nestas salas ninguém usa o nome verdadeiro e depois começa o interrogatório, qual Polícia Judiciária, do género M/F? Se a resposta for M, a conversa acaba logo ali, se for F, vão trocando couros, dizendo aquilo que não são, altos, loiros, olho azul, quando na verdade são uns autênticos contraquilha, chegam ao final da conversa a combinar um encontro, mas ele não vai, porquê? Porque não é alto, muito menos loiro.
Mas os tempos estão muito mudados, no outro dia entrei numa sala destas, disse “Bom Dia” e começou logo tudo “Ninguém te perguntou nada, cala-te” e eu pedi desculpa, mas como tinha o botão Caps Lock encravado, saía tudo em maiúscula. Fui insultado até à morte e dizerem para eu falar baixo, pois é que o símbolo de falar alto nestas salas de chata é escrever em maiúscula, tentei explicar o que se passava, mas ainda foi pior, até me baniram do canal.
Mas isto das Salas de Chat é bom, pelo menos é melhor que a sala de espera de um médico...
Amanhã mais voltas na Azeméis FM Rádio, às 9.20 horas em 89.7 Mhz e em
www.azfm.com

Boas Voltas.

Abraço BQ.

terça-feira, setembro 26, 2006


Vamos lá virar a Almofada...

Os Engraxadores

Olá gente dorminhoca, estou a dever-vos actualizações dos post's, não tem dado para vir cá publicá-los, mas podem ouvir todos os dias na Azeméis FM Rádio, em 89.7 Mhz e em
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De qualquer maneira aí vai aquilo que hoje me fez virar na almofada. Foi um assunto sério, sei que é dificil haver assuntos sérios, mas este deixa-me intrigado.
Por onde é que eles andam? Onde é que andam os engraxadores de rua? Pois é, nunca ninguém se questionou sobre este assunto... os engraxadores eram os arrumadores dos tempos idos.
Não havia metropole em que eles não marcassem presença, e depois não era só um. Meus amigos, eles estavam em tudo o que era esquina. Quais semaforos. E estavam todos sempre ocupados, aquilo era à bicha, quer dizer à fila!
Nessa altura todo o homem não ia para o trabalho sem antes ir engraxar o sapatinho e porque é não engraxavam em casa? Porque esses senhores não podiam fazer nada e como a mulher não sabia engraxar, faziam esse serviço no engraxador de rua e aproveitavam para pôr a conversa em dia, havia mais paleio, mais interacção com a sociedade.
Esta profissão foi caindo em desuso, por diversos motivos e tenho pena de saber que hoje em dia esta profissão brilhante tenha os dias contados e só existe nas grandes cidades.
É assim, esta profissão foi perdendo seguidores porquê? É preciso rever esta situação para que tudo volta à normalidade. Primeiro os engraxadores foram se reformando, segundo os portugueses começaram a aderir à moda da sapatilha, tenis, wherever e não há assim tantos sapatos para puxar o lustro. As fábricas de calçado foram fechando ou os preços dos engraxadores é demasiado elevado e as pessoas já não têm dinheiro para ir dar um polidela, porque fica mais barato comprar uns sapatos novos nos chineses.
Eu cá acho que não! Esta situação deve-se a dois factores, as pessoas levam uma vida muito atribulada e não têm tempo de parar no engraxadores, mas é do melhor, garanto-vos. Parar lá nem que seja 5 minutos é maravilhoso, é como tomar banho, saímos daquele banco com a cara lavada, neste caso com o sapato brilhantes, a parecer novo e deposi fica-se a saber tudo, o que é óptimo.
Eu lanço aqui um repto, aos empresários portugueses que puderem para darem um saltinho aos engraxadores, já que bem precisam, não os engraxadores, mas os empresários é que aos pontapés que têm dado aos seus funcionários, devem estar com a biqueira quase a ver-se a meia.
Outro repto que eu lanço é ao Engenheiro Belmiro de Azevedo, para que permita esta nobre profissão nos seus shopping's, já que para ir às compras as pessoas têm sempre tempo e assim em vez de os homens estarem a apanhar uma seca a ver lojas de roupa, iam ao engraxador e assim ganhavam todos. Os engraxadores tinham novamente filas de gente, as fábricas de sapatos vendiam mais, porque os homens tinham de ter sapatos para ir ao engraxador e as mulheres faziam as compras descansadas já que não tinham os homens sempre a dizer “Ainda não te cansaste desta loja?” “Vamos embora...”
Por último é de referir que muitos desses engraxadores quando deixaram de pulir sapatos na rua, foram trabalhar para várias empresas para ver se tinham um futuro melhor, lá está a engraxar quem de direito... Por falar nisso, alguém quer cafe? Pago eu...
Boas Voltas
Abraço BQ.

terça-feira, setembro 19, 2006

Vamos lá virar a Almofada...
Gerações e Costumes....

Bem gente dorminhoca, no “Às Voltas na Almofada” de hoje vou falar de “Gerações e Costumes”, é algo que pode ser muito abrangente, mas não é!
Em todas as gerações que vão passando, existe sempre algo que fica associado a essa geração, por exemplo, os meus pais são da geração do pião, pois na sua infância o pião era o brinquedo mais utilizado, curta infância já que cedo começaram a trabalhar e nos seus tempos não havia problemas com o trabalho infantil e no entanto são pessoas formadas, pela vida. Mas adiante, desde esse tempo para cá muito mudou a começar logo pela TV, na altura eles não tinham e hoje em dia os bebés quando nascem já têm uma no quarto!
Mas tudo marca uma geração e todas elas ficam com nomes sempre muito interessantes. Por exemplo a geração da qual eu orgulho-me pertencer é aquela que ficou apelidada de “Geração Rasca”, mas eu não entendo, talvez tenha sido uma geração de transição e como não tinham nenhum nome mais plausível, escolheram este, mas gosto, porque durante muitos anos vi que esta geração não era rasca, mas sim “à rasca”, porque faziam tudo à rasca, passavam de ano à rasca, mas passavam, iam à escola à rasca, mas iam, brincavam entre si à rasca, mas brincavam entre si. Agora os adolescentes, não têm este meio termo, ou passam de ano ou reprovam, ou vão à escola ou então ficam em casa e brincar entre si nem pensar. Agora até para a escola eles levam consolas. Meus amigos eu até acho bom isto das novas tecnologias, mas achava muito mais interessante ver 10 miúdos perfilados na horizontal a brincarem ao “entra à estátua” ou ao “metro”. É certo que são brincadeiras violentas, mas faz com que eles se interagem uns com os outros e faz com que percam os medos da vida. Sei que posso parecer um burro a falar... Ok sou um burro a falar e por vezes parecer retrogado, mas não acham que é preciso ter calma, ou acham que eles perdem o medo a ver o “smackdown”, não!
É preciso haver super-heróis como antigamente. Eu sou do tempo em que o “conde” ensinava a contar, o da Rua Sésamo e agora estes miúdos são do tempo em que o conde ensina a abichanar.
Sou do tempo em que o sonho de qualquer criança era passar férias como os miúdos do “Verão Azul” e não estou a falar da música dos D'ZRT, estou a falar da mítica série espanhola que rolava na zona costeira de Málaga e tinha o piranha!
Isto tira-me o sono, porque as coisas estão demasiado mudadas, hoje em dia é difícil encontrar uma criança que saiba andar de BTT, porque eles não querem BTT, querem uma bicicleta de Downhill, porque são muito à frente. Sabem mais depressa mexer num computador e teclar no MSN do que dizer “Olá” à mãe. Noutros tempos isto dava direito a duas tardes inteiras fechados no quarto, sendo que na minha altura, não havia TV, aparelhagem, muito menos computador no quarto.
Agora eles fazem asneiras, começam a chorar e fica logo tudo com pena dos meninos.
Eles nem sequer sabem o que é jogar futebol com bolas de trapos... é do melhor e nunca vai parar ao campo do vizinho.
Mas já que falamos de gerações e apelidos esta será a “Geração IPOD”, aquele pequeno dispositivo que pode armazenar mais de 7000 músicas, não parece mas pode IPOD POD, mas isto em português e para esta geração tem outro significado chama-se IPOD, que em português quer dizer “EU POSSO”, porque se a minha andava sempre “à rasca”, esta pode tudo. Geração esta também conhecida como “Geração Morangos”, mas não desesperem porque ainda está para vir a “Geração Floribella”, uma verdadeira utopia...

Boas Voltas, até amanhã às 9.20 horas na Azeméis FM Rádio, em 89.7 Mhz ou em www.azfm.com.

Abraço BQ.

segunda-feira, setembro 18, 2006

Vamos lá virar a Almofada...
Árbitros e Manias...

Olá gente. No “Às Voltas na Almofada” de hoje, vou falar do grande depósito de stress de qualquer português que se prese. Falo claro do Mundo do Futebol. Meus amigos, isto é uma coisa que de facto me faz andar à volta na almofada, porque há coisas que nunca conseguiu perceber, mas quero que me expliquem. Porquê é que os árbitros e os seus auxiliares usam aquelas meias todas puxadas até ao joelho? Eles nem têm caneleiras, é que aquilo é um bocado fora de moda. E estas coisas tiram-me o sono.
Como é possivel, vocês já observaram com atenção os movimentos de uma equipa de arbitragem ao longo de um jogo de futebol... não há nada mais horrivel. Aquilo é uma equipa, mas só um é que decide, é que anda sempre a fazer barulho, parece um folião do carnaval de ovar, só sabe apitar, parece um policia sinaleiro!
Os árbitros parecem empregados de mesa, nunca repararam... primeiro estão semrpe a escrever, pegam no seu bloquinho, pedem ao jogador para se virar de costas e escrevem, parece que estão a anotar um pedido. Depois quando os jogadores têm entradas mais duras, do género a dizer que querem outro pedido, o árbitro diz ao jogador para ter calma que ainda vai demorar. Quando o jogo está a terminar as equipas começam a dizer “olha a hora” e o árbitro volta a dizer para terem calma, parece que está a dizer que o pedido está quase a sair. São uns autênticos empregados de mesa.
Depois há gestos que os juízes do encontro têm que deixam muitas duvidas, primeiro é a maneira de correr, não sei parece-me demasiado desconcertante, também a maneira como mostram os cartões é duvidosa e depois pedem aos jogadores para se virarem, parece que estão a analisar o jogador.
E já viram a maneira de se vestirem, preto, cor que simboliza escuridão, amarelo, igual a desespero, azul celeste e cor de vinho tinto. Pessoal se juntarem estas cores todas numa paleta, sabem qual é o resultado? Dourado
outra coisa que me faz pensar bastante é aquilo que os auxiliares fazem, são conhecidos como bandeirinhas e percebe-se, mas eles podiam ser chamados de comboios, pois é o que parecem, eles andam sempre na mesma zona, parece que estão num carril, mas também podiam ser chamados de Maradona, é que estão semrpe na linha branca e quando acaba o jogo essa linha já está apagada.
Até conhecer um auxiliar, julgava que eles fossem seres robotizados, é que nunca falam e só fazem aquele percurso. Quando alguém, vai reclamar com eles, eles não fazem nada, nem se mexem, quietos, nem nada, há outros que nada vêem, como aquele brasileiro que não vim um apanha-bolas marcar um golo, mas cá em Portugal já houve um árbitro que mostrou três cartões amarelos ao mesmo jogador no mesmo jogo e só depois ele foi expulso, se calhar queria observar melhor o número do jogador!
Por ultimo só referir uma frase que deixa muito a pensar, sobre o que será uma equipa de arbitragem, meditem sobre isto e cheguem a uma conclusão “O árbitro e os seus pares”.

Boas voltas, amanhã há mais às 9,20 horas, na Azeméis FM Rádio, em 89.7 Mhz ou www.azfm.com

Abraço BQ.
Vamos lá virar a Almofada...
Desportos Radicais

Bem, no “Às Voltas na Almofada” de hoje vou falar de Desportos Radicais. Pois com o fim de semana à porta, este tipo de desportos é sempre bom para quebrar as horas de ócio e vivermos um pouco de adrenalina, mas isto de desportos radicais, é algo que o povo nacional está habituado a fazer ao longo do ano. Já que o desporto radical mais praticado pelos portugueses consiste em fazer esticar o ordenado mínimo e este é um desporto bem perigoso, é que por vezes a corda parte...
Mas falando dos outros desportos, muitos são os cidadãos nacionais que já aderiram a estas novas modalidades e sempre que tê um tempinho livre é vê-los a fazerem BTT, Bungee Jumping, Slide, Rappel, Tirolesa, canoagem, mas isto raramente põe as pessoas em perigo, então não sei porque é que chamam a estes desportos radicais. Tenho um amigo meu que numa ocasião queria ir fazer Bungee Jumping, foi-lhe negado o salto, pois segundo o responsável não tinham cordas que aguentasse o peso. Minha gente se ele fosse é que ia ser radical. Já estava tudo na expectativa a ver o que ia dar... rebento não rebenta!
Adiante e falando de outros desportos radicais muito frequentes por esse mundo fora. Este que eu vou falar agora, por incrível que pareça não se pratica em Portugal, falo do “Rodeo”... Este é um desporto radical que está a perder simpatizantes. Digo simpatizantes e não digo amantes, porque falar de cavalos, cowboys e amantes nos dias de hoje é muito suspeito... lembrem-se do “Brokeback Mountain”? Pois é desde sempre fui gozado por não gostar de brincar aos cavalos, mas já quando era pequeno algo me dizia que essas brincadeiras eram muito radicais, e eu nunca fui uma pessoas muito radical. Quanto aos desportos, a única vez que subi uma parede de escalada, quando estava a chegar ao topo, a pessoa que estava a fazer segurança descuidou-se e por 30cm não fui direitinho ao chão. Tenho de assumir que nunca fiz rappel, nem slide, gosto mais dos desportos radicais terrenos, por exemplo BTT. Quando era miúdo tinha a mania que era freestyler e todos os dias ganhava uma medalha nova no corpo. Quando tentei andar de Skate ele fugiu mal pôs o primeiro pé em cima. Resultado, bateu na minha cara. Enfim coisas que marcam e de que maneira e depois não saem. Por isso este fim de semana vou pôr de lado o meu medo e vou dar uns tiritos no Paintball, prometo que vou fazer Rappel e Slide e com um bocadinho de sorte ainda experimento o Bruteball, só para saber o que é!
Mas há desportos por esse mundo fora que devem ser interessantíssimos e esses sim, radicais. Já experimentaram nadar com um fato revestido de sangue, sobre um mar de tubarões, isso é que deve ser radical...
No início falava dos Tugas e dos seus gostos pelos desportos radicais e neste campo tenho de elogiar o nosso Primeiro-Ministro, porque ele quando toca a Desportos Radicais, não se satisfaz só com um, ele faz Ski, faz Sku, faz Skostas, faz tudo!
Para terminar quero deixar aqui um apelo a todos os organizadores destes eventos, parabéns pelas iniciativas, continuem assim, mas experimentem em lançar o novo desporto do “Alebanta Bebe e Arremessa o Copo”, que é para tornarem estes eventos mais eclécticos e toda a gente poder participar.

Boas voltas, até amanhã

Abraço BQ.

quinta-feira, setembro 14, 2006


Vamos lá virar a Almofada

Cultura WC








No “Às Voltas na Almofada” de hoje vou falar de um tipo de cultura estritamente nacional. É certo que podia falar da “apanha do figo” ou do cultivo da cenoura, mas nisso os espanhóis são melhores que nós, mas também é só nisso...
Adiante, estava eu ontem a pensar ainda no nome que os portugueses podiam dar à casa de banho, quando me lembrei dessa cultura que tanto orgulha o povo nacional, a “Cultura WC”, quem nunca se confrontou com pensamentos e devaneios que tanto colorido dão às paredes e portas das nossas casas de banho públicas! Qual muro das lamentações, o povo português encontra entretenimento para tudo e nada melhor que a porta ou parede de uma casa de banho para deixar imortalizado o momento, já que além dos pensamentos essas pessoas fazem questão de colocar a data, que é para mais tarde recordar, mas a data, acaba por ser um preciosismo, já que no fundo o importante a reter aqui é quem escreve, porque as mensagens são praticamente todas assinadas, o que mostra a originalidade e ao que julgo à frases da “Cultura WC”, que já são marca registada e estão patenteadas na Sociedade Portuguesa de Autores, não vá haver algum “chico esperto” a copiar frases como “Mi Liga Vai...”. Mas meus amigos estas frases são a roçar o mau gosto, porquê? Porque não têm número de telemóvel...
Mas nesta coisa da “Cultura WC” há coisas que eu não entendo, como é que uma frases do género “Rapariga loira, de olhos azuis, procura rapaz...”, como é que uma frase destas vai parar a um sanitário masculino? Isto das duas, três, ou são as empregadas de limpeza, o que não acredito, já que trabalho têm elas a tentar limpar as portas, quanto mais a perder tempo para escrever, pode ser ainda um indeciso, que acordou com o seu instinto feminino mais solto, o que é uma boa hipótese, ou então pode ser a Filipa Gonçalves...
Mas há que tentar descobrir o que levou aos portugueses a criarem esta cultura tão emblemática e já com história por essa Europa fora. Eu acredito vivamente que isto tenha surgido já no tempo do paleolítico, o tempo das gravuras de Foz Côa, essas gravuras na são parecidas com algumas vistas na “Cultura WC”. Mas como se sabe muita gente quando está num “Gabinete de Depósito”, gosta de estar a ler o seu jornal, o seu livro, ou até mesmo a fazer umas palavras cruzadas, mas como se sabe o nível de leitura em Portugal tem baixado, porquê? Porque agora ocupa-se o tempo na “Cultura WC” e isto surge como uma questão de habituação, imitação e em alguns casos de dependência, acredito que hajam pessoas que não passem um dia sem irem a um sanitário público só para deixarem o seu pensamento do dia, estes são aqueles a quem eu apelido de “Poetas do Depósito”, já que no fundo eles são a vida desta cultura.
Esta cultura tem poemas maravilhosos, coisas que daria para estarmos cá uma eternidade, mas realço um que achei extremamente original, vi-o uma vez numa tampa de sanita que estava para baixo, dizia o seguinte: “Aqui Jaz... O Meu Almoço”, escusado será dizer o que estava na sanita quando levantei a tampa.


Boas voltas, amanhã há mais às 9.20 horas na Azeméis FM Rádio, em 89,7 Mhz ou em www.azfm.com


Abraço BQ.

quarta-feira, setembro 13, 2006


Vamos lá virar a Almofada...

A Língua Portuguesa e a sua traição...




Bem hoje vou falar de expressões da Língua Portuguesa que me fazem andar “Às Voltas na Almofada”, que são muitas e com um novo ano escolar à porta estas questões preocupam-me.
Imaginem-se professores e um aluno vosso pergunta-vos o seguinte: “Ó professor, porque é que tudo junto se escreve separado e separado tudo junto?” o que é que vocês respondiam, é difícil e foi precisamente esta expressão que me tirou o sono. Se eu fosse professor, diria que Portugal é um país que faz tudo ao contrário, portanto tudo junto está separado, já que se estivesse tudo junto não teria piada. Isto é apenas um exemplo entre muitos, mas de perguntas sem resposta está o mundo farto.
Mas a Língua Portuguesa continua sempre a surpreender-nos, já repararam que saudade é uma palavra única no nosso vocabulário e sem significados e vocês dizem que a expressão “sinto falta de…” é a mesma coisa, mas não é. Sabem porquê? Porque vocês podem sentir falta de ganhar o Euromilhões, mas não têm saudades de ganhar o Euromilhões, pelo simples motivo que nunca ganharam. As coisas são mesmo assim, tão claras como a chuva… e lá está outra ratoeira da Língua Portuguesa, desde quando é que a chuva é clara, a chuva é transparente, mas é isto que identifica o tuga, isto e o “Prontos” e o “Obrigados”.
Mas existe uma expressão na Língua Portuguesa que me deixa tão chateado, que quando penso nela até me apetece cometer uma loucura. Quando vocês ouvirem vão pensar o mesmo. Reparem no conteúdo da seguinte frase proferida por um aluno: “Professor posso ir à casa de banho?”, alguns perguntam “Professor posso ir ao quarto de banho?” Meus amigos esta expressão não tem qualquer fundamento. Reparem numa coisa, primeiro aquilo não é nenhuma casa, muito menos um quarto, apesar de haver muito boa gente que passa lá tanto tempo neste local que por vezes até parece que adormeceu por lá e depois neste local é refiro-me às “toilettes” de escolas, shoppings, locais de trabalho, não existe nenhum chuveiro, nem banheira, então desde quando é que se pode tomar banho, nem bidé tem!
Há que mudar este nome. Eu pensei sobre este assunto, é escusado dizer que a miscelânea de eu ter pensado e ainda por cima sobre “toilettes” só podia ter cheirado mal. Pensei assim, podíamos utilizar a expressão inglesa “WC”, mas depois vi que é pior que a nossa, porque WC, quer dizer “Water Clean” e desde quando é que a água das casas de banho é limpa, estamos a falar de um local que é um reservatório de esgotos, impossível ter água completamente limpa. Ainda pensei no termo brasileiro banheiro, mas esta expressão nem merece comentário.
Até que cheguei à conclusão e para que não haja confusões e ao mesmo tempo esta ficaria a ser uma expressão com nível e discreta para as nossas fugas temporárias, que tal “Gabinete de Depósito”, bem amanhã há mais, como sempre às 9. 20 horas na Azeméis FM Rádio, em 89.7 Mhz ou em
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Boas Voltas.

Abraço BQ.

terça-feira, setembro 12, 2006


Vamos lá virar a Almofada...
Regresso às Aulas...


Nas Voltas na Almofada de hoje vou falar de um tema que deveria ter sido falado ontem, mas como em Portugal as coisas atrasam-se sempre, não há problema de falar no “Regresso às Aulas” hoje.
Pois é minha gente, ontem foi o primeiro dia de aulas para muita criancinha e para muito professor, mas certamente não deve ter sido em no nosso país. É que o regresso às aulas em Portugal infelizmente, é como os fogos tudo se faz para que não aconteçam, mas passamos o verão todo em chamas, no ensino é a mesma coisa, muito se faz para começar a horas, mas atrasa-se sempre, depois querem que os alunos cumpram horários e sejam responsáveis. Meus amigos como é possível, os alunos respeitarem o ensino em Portugal, quando no primeiro dia de aulas chegam à escola e esta está fechada, é impossível…
Mas ainda falando do ensino em Portugal, a uma conclusão eu chego rapidamente “os opostos atraem-se mesmo”, então não é que nós temos os professores mais bem pagos da Europa e ao mesmo tempo a maior taxa de insucesso do velho continente, pois é… será desleixo…
Ainda neste novo ano escolar, surge uma novidade interessante, os professores vão ter agora uma linha de apoio onde vão puder falar sobre as ameaças a que são sujeitos e certamente em alguns casos a assédios… bem eu até acho esta ideia interessante, mas é um contra-senso, já que os professores ensinam sempre os seus alunos a não serem queixinhas e depois são eles que se vão queixar acho que deverá haver outra maneira de resolver este problema, é que há professores e professores, por isso peço que volte o professor do menino Tonecas, assim podia ser que alguns meninos Tonecas ganhassem juízos.
Outro assunto que me apraz falar, quando se falar no ensino nacional é sobre as escolas que vão fechar. Eu não percebo, nem sei quais são os critérios para encerrar uma escola, serão os mesmos dos hospitais? Parece que estou a ver o Sócrates numa escola “Ora bem isto não tem mais de 1500 crianças, ainda por cima não tem uma régua para os professores, tem de encerrar”, deve ser algo parecido. Mas agora as escolas vão estar mais equipas, vão ter um computador por cada 8 alunos, eu entendo esta medida, é mais evolução do tão famoso “choque tecnológico”, é que estamos a falar de 8 crianças sedentas de mexer num computador, em que é que isto vai dar, em choque, porrada da velha, mas eu tenho uma sugestão, que tal os nossos miúdos antes de se tornarem expert’s de novas tecnologias aprenderem primeiro a falar em português? Era bom, não era? Mas aquilo que mais me inquieta neste processo do “Regresso às aulas”, são as megas campanhas realizadas pelos hipermercados nacionais, ele é mochilas, ele é cadernos, lápis, tudo! Quando começa um ano escolar novo, as coisas têm de ser todas novas porquê? Eu nunca cheguei a perceber, a mochila do ano passado que custou uma pipa de massa não dá porquê? Minha gente isto do “Regresso às Aulas” é uma campanha absurda, pior que esta só mesmo a da Leopoldina, como é possível, enganar assim as crianças, toda a gente sabe que as avestruzes não são cor-de-rosa, assim como toda a gente sabe que as canetas só vão servir para tirar as cargas e utilizar as canas como arma para encher o quadro de papéizinhos brancos e que os cadernos são para fazer o jogo do galo, no entanto toda a gente continua a comprar coisas novas e estas coisas vão-me fazendo dar “Voltas na Almofada”, porque primeiro já não estudo e não posso pedir aos meus pais aqueles cadernos todos “fines” e aquelas canetas todas “ergonómicas” e segundo e a isto peço o vosso respeito, que é uma coisa que eu nunca consegui ultrapassar. Passou-se à alguns anos, quando fui às compras do “Regresso às Aulas” com os meus pais, fiquei maravilhado com uma mochila do “Winnie the Poo” e pedi à minha mãe “Ó mãe dá-me a mochila do Winnie the Poo, anda lá mãe, dá-ma, é só isto que que quero! Anda lá mãe, dá-ma, dá-me aquela mochila do Winnie de Poo” e ela disse, para meu desalento “Ó filho eu até dou, mas não achas que os teus amigos na universidade vão gozar contigo?” Nunca mais fui o mesmo.
Bloggers, já sabem que amanhã podem ouvir o "Às Voltas na Almofada" em directo às 9.20 horas, na Azeméis FM Rádio, em 89.7 Mhz ou www.azfm.com.
Abraços e boas voltas.
BQ.

segunda-feira, setembro 11, 2006


Vamos lá virar a Almofada...
11/9 O Dia Negro


Isto hoje é um dia complicado, muito complicado, porque é segunda-feira, o que já é mau, é que a segunda-feira é o dia que qualquer cidadão se pudesse dava balda ao trabalho e nesta segunda-feira em particular, por ser segunda-feira 11/9, pois é gente, o dia do terror! Toda a gente diz que este é o dia do terror, mas que terror é este? Ninguém sabe, este dia 11/9 é já um mito, tal como os dias 11 de cada mês, o número 11 é um mito como o número 13, só que o 13 é à sexta-feira, enquanto o 11 é à terça-feira, porque foi numa terça-feira que tudo aconteceu.
Ainda mal os Estado Unidos se tinha espreguiçado no dia 11/9 e já os seus dois edificios mais emblemáticos, as Twin Towers, se reduziam a escombros! Aqui tenho de fazer uma retficação, a questão do espreguiçanço refiro-me ao restante país Estados Unidos e não a Nova Iorque, porque Nova Iorque é uma cidade que nunca dorme. Este foi o atentado terrorista mais drástico e duro de sempre! Mas quem serão os terroristas? Será que é mesmo a Al-Quaeda? É que há aqui vários factores que nunca entendi lá muito bem, mas se calhar até é para não entender. Expliquem-me por favor, se conseguirem? Segundo nos foi dito, os terroristas tinham tido treinos de voo, certo? Gente eles aprenderam mesmo depressa, é que para acertarem no sitio que queriam logo à primeira é obra! Quando vi aquelas imagens pensei que por momentos estava a ver alguém a jogar “Wipe Out”, que é um simulador de aviões, pensei logo, fogo aquele gajo é mesmo bom jogador, só pode ser americano, mas agora imagem, será que aquilo não foi mesmo jogada de PC? É que conseguir acertar num edificio daqueles sem haver estudo prévio, não é para qualquer um. E esse estudo não houve, pois não é permitido voar nesse espaço e os supostos terroristas conseguiram entrar nesse espaço sem problemas! Muito estranho...
Outra nota muito estranha, foi os aviões da Força Áerea Norte-Americana só terem ido para o ar depois das torres terem sido atingidas, quando à muito sabiam que os aviões estavam desviados.
Minha gente uma pergunta que toda a gente faz é, “Onde estão os documentos das empresas que tinham escritórios no WTC?” Desculpem mas há coisas que custam a passar e não estou a falar da derrota do Benfica.
O Pentagono, supostamente também foi atacado por um avião, certo? E o avião ficou onde, nem uma asa ficou visivel, nem a caixa negra, aquele aparelho que nunca se destroi, isto pode parecer uma teoria, mas cada vez que penso nisto, chego à conclusão que não vale a pena insistir que não vou encontrar explicação. Mas continuo a achar esta história muito mal contada, como é possivel que um país que descobre tudo e encontra qualquer um, como o Saddam, não encontre o Bin Laden. Se eles quisessem certamente já tinham conseguido.
Mas todas estes actos são alvo de chacota e muitos são os humoristas que brincam logo com a situação, é a parte melhor, diga-se, quem não se lembra das piadas do 11/9 e as combinações por ter sido naquela data. Mas nesse dia, muito calor estava tambem noutro local de Nova Iorque, não muito longe do WTC, estava um homem e uma mulher a fazer isso mesmo que vocês estão a pensar, de repente o telefone do homem toca. Do outro uma voz histérica perguntava: “Onde estás? Onde estás?” o homem disse: “Ó querida então tu sabes onde estou, estou no escritório a trabalhar”. Este senhor estava com a amante e a mulher pensava que o homem estava a trabalhar, no WTC, mas não! Este foi o primeiro divórcio pós 11/9, mas certamente ainda hoje aquele homem deve estar agradecido ter dedicado a sua manhã para outros trabalhos!
No meio disto tudo até em Portugal isto causou estragos. Tenho um conhecido meu que faz anos hoje, pois bem à 5 anos atrás os pais esqueceram-se de lhe dar os parabéns, nunca mais foi o mesmo. Mas ao que sei agora não se esquecem, porque sabem que o filho faz anos no dia dos atentados e não que os atentados aconteceram no dia em que, por acaso, o filho deles faz anos!
E são estas coisas que me fazem dar “Voltas na Almofada”! Ah é verdade pensem nas questão das torres e na precisão de dois aviões acertarem nelas sem baterem em mais nada, isto é como meter a mão num palheiro e encontrar a agulha logo à primeira sem picar!
Grandes PC's... jogam “Wipe Out” e dêem “Voltas na Almofada”
Fiquem Bem
Abraço BQ.

sexta-feira, setembro 08, 2006


Vamos lá virar a Almofada...
Night Business I
Imaginem uma disconight na lua... é algo assim!
Hoje como é sexta-feira vou antever o fim-de-semana e vou falar de “Night Business”. Pronto eu sei que isso é muito abrangente e daria para dar muitas voltas na almofada, então chamemos-lhe “Night Business I”, o mesmo é dizer início da noite (00h até as 02h).
Ao falarmos de Night Business lembramo-nos logo de uma coisa… os arrumadores, pois, essa profissão que tanto orgulha o nosso país! Ao lembrar dos arrumadores vem-nos à ideia o que? Onde ir tomar café, para trocar os 50 € senão arrisca-se a ficar sem nenhum.
Depois surge o primeiro dilema, a roupa a escolher para poder entrar naquele lugar todo XPTO, que os rapazes passam a semana toda a dizer que é uma azeitice, mas depois ocasionalmente todas as semanas encontram-se lá todos!!! E qual é a Desculpa? É pá eu nem gosto disto, só vim cá por causa daquela garina! O motivo é sempre o mesmo “Mulheres”! Desculpem, tenho de fazer aqui uma rectificação, os rapazes que entram na discoteca, entram porque são amigos do dono, aos outros coitados contentam-se com a frase “A casa está cheia”, é pena quando isto acontece! É que ser barrado à entrada de uma disconight é a primeira frustração para um adolescente na puberdade, perdão é a segunda, a primeira foi saber que o Clerasil não resolve o problema do Acne.
Imaginem-se saem de casa, tem 17 anos, sem carta, têm de sair com amigos mais velhos, é que se for com amigas mais velhas, nesta idade para um rapaz é impossível, já que nunca deixaria ser guiado por uma mulher, pois é minha gente, mas por vezes às custas de um carro perde-se um grande avião, agora pensem.
Estava eu a dizer, que vocês saem de casa, todos pimpões com as sapatilhinhas da moda, a t-shirt a condizer, boné meia na diagonal desviado para o lado direito, perfume com uma fragrância de por as babies loucas, etc. Chegam à porta da disconight e pum batem com o nariz da porta! Quer dizer nariz no “Acusa Pilatos” e não estou a falar dos seguranças, porque esses não falam, agem só, são uma espécie de armários robotizados! O “Acusa Pilatos” é no fundo o inspector da nossa disconight é aquele que diz aos armários “ele ameaçou-me”, é um queixinhas!
Chegamos à sua beira e ele tira logo o perfil da pessoa. Olha de cima a baixo e diz “não pode entrar” e vocês já com ar ameaçador perguntam “Porque?” e ele diz “no nosso estabelecimento não entra ninguém de boné” e cala-se. Vocês decidem desfazerem-se do boné, mas não entram na mesma, qual é a resposta do queixinhas desta vez? “a roupa”. É assim, eu quando penso nisto fico triste. Porquê? Porque quando eu nasci não me deram nenhum livrinho a dizer como tinha de ir vestido para entrar numa discoteca, no que respeita a roupa a única coisa que aprendi, foi que tinha a minha roupa normal e tinha a roupa de domingo, agora roupa de disconight nunca ouvi falar, é um novo estilo! E ainda fico mais transtornado porque não tenho esse tipo de roupa, já que o perfil para entrar num clube nocturno “in” é de sapatinho de vela, de preferência de sola rasa, calça de ganga ou sarja, se possível com a etiqueta da marca a ver-se e quanto mais visível tiver melhor e qualquer camisa, com os dois primeiros botões abertos e tem de ser Tommy Hilfiger ou Sacoor e o cabelo, se possível de risco ao lado com a franja a tapar um olho, tipo escova! É o seguinte este assunto tira-me o descanso é que já não é só o sono, porque isto absurdo, se querem fazer uma festa privada aluguem um espaço e convidam quer querem, não brinquem com futuros clientes. Ainda voltando ao nosso queixinhas ele não passa de uma Paula Bobone das disconight e como tal não olha si, ou se calhar até olha, porque ele nunca está dentro da disconight, sabem porquê? Não está vestido em condições para estar lá dentro.
Bom Fim-de-semana...
Já sabem que na próxima segunda-feira, na Azeméis FM Rádio pode ouvir uma nova "Volta na Almofada", às 9.20 horas em www.azfm.com ou em 89.7 Mhz.
Abraço BQ.

quinta-feira, setembro 07, 2006


Vamos lá virar a Almofada...
Cadê os heróis das praias...

Nas voltas da almofada, vou falar de uma espécie já quase extinta em todo o mundo. Não precisam de fazer apostas para tentarem adivinhar, porque nunca chegaram lá. Não falar dos Gnus, nem das Raposas, muito menos de advogados sérios… Vou falar de uma espécie humana que corre sérios riscos de extinguir, que são os nadadores-salvadores.
Sou leigo nesta matéria e não sei exactamente os testes que têm de ser feitos para se tornar um verdadeira nadador-salvador, mas ao que sei são testes básicos e renováveis de 3 em 3 anos, mas ou isto é estruturado ou dentro de pouco tempo, não temos esta espécie de gente.
Em 1º lugar os aspirantes a esta profissão deveriam mudar de entidade, eu explico, eu não conheço nenhum nadador-salvador, até conheço o Nadador-Duarte, o Nadador-Lopes e até a Nadadora-Pamela, mas nadador-salvador não conheço nenhum.
Esta profissão vai pelas ruas da amargura, porquê? Porque não houve continuidade. Antigamente nadador-salvador que não engatasse pelo menos 4 gajas por verão, não poderia renovar contracto, agora não. Agora são elas que têm de ir ter com eles e fazer aquela pergunta parva! “Como te chamas?”. Esta é a pergunta mais absurda que se pode fazer a um nadador-salvador, ele tem o nome escrito na t-shirt, diz lá nadador-salvador! Quando as coisas chegam a este ponto é porque realmente algo não está bem. Depois as pessoas pensam que os nadadores-salvadores têm de salvar vidas que estejam em perigo no mar, mas não! E aquelas pessoas, nomeadamente raparigas, que estão sozinhas, tristes, sós e abandonadas, seres frágeis, essas sim, são pessoas que correm risco de vida e aí o nadador-salvador tem de agir e quanto mais depressa melhor.
Outro ponto que acho desfavorável aos nossos heróis é a ausência da bandeira axadrezada, que foi uma bandeira que deixei de ver nas praias. Lembro-me perfeitamente de numa primeira parte da minha infância perguntar ao meu pai se estávamos no estádio do Bessa e numa outra metade perguntar se o Ayrton Senna tinha cortado a meta, mas depois aprendi que aquela bandeira simbolizava a interrupção para almoço do nadador-salvador, tempo em que a praia não tinha vigia e isto durava no mínimo 3 horas, o que dava para o nadador-salvador ocupar este tempo com outros trabalhos laborais, por isso peço que volte às praias nacionais a bandeira axadrezada, para os nossos heróis voltarem a atingir a meta das 4, sem serem elas a ir perguntar o nome!
Depois outra situação que faz com que eu diga que está profissão estas prestes a acabar e o facto de eles não serem só nadadores, mas também serem motoqueiros, tudo bem que é preciso preservar os banhistas, mas aquela imagem de ver as nadadoras-salvadoras a correrem sobre uma areia escaldante, com o seu fato de banho vermelho e a sua bóia torpedo é muito mais eficaz, porque as nadadores, 1º sabem que os homens adoram mulheres fardadas e depois sabem que vestidas daquela maneira tiram o fôlego a qualquer um e então despacham-se para que não hajam feridos.
Por último, a medida que tomaria se fosse formador de nadadores-salvadores era introduzir a respiração boca-a-boca, como 1ª técnica de reanimação, já que agora utilizam as massagens, mas não dá em nada e a boca-a-boca tem duas finalidades, 1º já serve de aproximação e 2º quando a pessoa acordar fica logo bem disposta.
Estas situações vão-me fazendo dar voltas à almofada e digo mais, hoje a baba foi muita, só de pensar nas Marés Vivas.
Bem malta já sabem que amanhã há mais, em directo às 9.20 horas na Azeméis FM Rádio, em 89.7 Mhz ou www.azfm.com
Fiquem bem e boas voltas...
Abraço BQ.

quarta-feira, setembro 06, 2006



Vamos lá virar a Almofada...

Tabuletas e seus Significados...





As Voltas na Almofada de hoje bem que poderia ter um nome diferente, mas foi mesmo “Às Voltas na Almofada” que o assunto das tabuletas e os seus significados me tiraram o sono, porque mais uma vez estava de facto uma noite de muito calor e este assunto estava a inquietar-me. É que à certas mensagens que nos deixam a pensar... Ok eu sei que é difícil eu pensar, mas pronto mensagens que no fundo não passam de pensamentos e que me levam a dizer “Será que o Asno aqui sou eu?” E depois penso melhor e digo “Io” “Io”.
Mas passando às mensagens, sei que vai concordar comigo em algumas delas, ou então não, por exemplo, já reparou que sempre que passa por um jardim tem uma tabuleta a dizer “Proibido Pisar a Relva”, tem sempre alguém a pisá-la, mas você pode dizer... Ah, eu já passei por jardins desses com essas placas e não estava ninguém a pisar o local. E eu digo TRETAS!!!
Quem foi por lá a tabuleta? Teve de pisar a relva, mesmo que ela fosse uma semente, coisas destas está sempre a acontecer, porquê?
Outro exemplo: o sinal de trânsito que nos indica o lugar de estacionamento de deficientes, eu ainda hoje não compreendo aquele símbolo. Eu cresci, como muita boa gente, acredito, que todas as pessoas com deficiência que existissem no mundo usassem cadeiras de rodas, mas não! Por isso eu aproveito este espaço para lançar um apelo a alguém competente que faça algo para mudar aquele sinal de uma vez por todas, aquele sinal é discriminatório. Porque não em vez do sinal escreverem “Lugar de Deficientes”, afinal de contas eles sabem ler, se não, não teriam tirado carta de condução, tal como as outras pessoas. Assim como os taxistas, têm os seus lugares marcados a dizer “Taxi, porque é que os deficientes não podem ter os seus lugares assim marcados! Gente vamos lá mudar essas mentalidades.
Por último, a última tabuleta que me deixa extremamente chateado para não dizer outra coisa, é a placa que vem na traseira de certos camiões e diz “Transporte de Gado Vivo”. Isto meus amigos, das duas uma, ou esta placa é retirada dos respectivos camiões, ou então tem de ser aumentada! Eu sei que são decisões opostas, mas as explicações tem a sua coerência e o seu Q de razão... peço desculpa Razão não tem Q, por isso fica as explicações têm o seu til de razão.
Deveria ser retirada porque é uma placa demasiado pequena e ninguém vê, e o português como é uma pessoa curiosa aproxima-se do camião para ver a placa, em alguns casos aproximasse demais e catrapum, batem, depois há muitos acidentes, pois há. Por outro lado deveria ser aumentada por dois motivos. Primeiro as pessoas conseguiam ver ao longe que ia ali um camião de transportes de animais vivos e tinham tempo de fechar o vidro e não levar com o cheiro dos bichinhos e do motorista. Mas se esta tabuleta fosse maior o automobilista sabia com muita antecedência que o veiculo levava animais e podia insultar o motorista à vontade e este não ficaria aborrecido, afinal de contas iam animais vivos naquele veículo, dizendo do género “És um boi”, “Carrega no acelerador meu animal” e assim podia igualmente descarregar o seu mestres e o seu dia-a-dia tornar-se-ia mais fácil.
Aqui à tempos passei por um camião desses que não levava nada na parte de trás e eu pensei, “Transporte de Animais Vivos” sem nenhum, isto é publicidade enganosa, mas depois vi que o motorista guiava os destinos do veiculo e foi então que lá dentro iam mesmo animais...


Bem amanhã como sempre podem ouvir o "Às Voltas na Almofada", às 9.20 horas na Azeméis FM Rádio, em 89.7 Mhz ou em www.azfm.com
Boas voltas!!!
Abraço BQ.